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O que realmente deve ser analisado em uma auditoria de SEO

abril 11, 2024
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Seu o seu site não está trazendo o volume de visitas ou vendas que você imaginava, o problema pode não estar no produto ou no preço, mas em como o site é enxergado pelos mecanismos de busca que o divulgam, e uma auditoria de SEO é justamente o processo que revela o que está travando seu faturamento orgânico.

Com ela você identifica falhas técnicas, problemas de conteúdo e oportunidades de melhoria, criando um plano claro com foco em tráfego e conversão.

O que é uma auditoria de SEO?

De forma resumida, uma auditoria de SEO é um “check-up completo” do site com foco para entender como o Google e outros buscadores veem cada página do seu site. Na prática, é um conjunto de análises técnicas, de conteúdo e de experiência do usuário, com o objetivo de responder perguntas como:

O Google consegue rastrear todas as páginas importantes, principalmente as que vendem um produto?​

A estrutura do site facilita o entendimento do nicho, a seleção de categorias e quais são as páginas prioritárias para indexar?

Os conteúdos realmente respondem às intenções de busca das pessoas?​

O site é rápido, seguro e agradável de usar em dispositivos móveis? Ele instrui o visitante a conversão?

Ferramentas como Screaming Frog, Google Search Console, Google Analytics, PageSpeed Insights e crawlers similares são usadas para coletar dados de todas as URLs e consolidar os achados em relatórios.

Para profissionais de SEO, a auditoria representa um mapa: você enxerga os problemas prioritários, entende por que eles afetam o SEO e consegue direcionar o que precisa de apoio de desenvolvimento ou de conteúdo.

O que uma auditoria de SEO pode revelar sobre o seu site

Sem uma auditoria, qualquer ação de SEO vira tentativa e erro. Você otimiza um título aqui, cria um conteúdo ali, mas não tem certeza se está mexendo nos pontos que realmente impedem o site de crescer.

A auditoria bem feita mapeia problemas invisíveis a olho nu, como falhas de rastreamento, indexação, canônicas, redirecionamentos quebrados e status de resposta, mostra o impacto de performance, mobile e segurança na experiência do usuário e no ranqueamento. Também ajuda a priorizar o que vem primeiro (por exemplo, corrigir erros de indexação antes de criar novos conteúdos).

Com ela, é possível desenvolver um relatório que conversa com áreas diferentes: SEO, desenvolvimento, conteúdo e liderança, facilitando aprovação de ajustes e investimentos.​

Para times, o maior benefício é a clareza, você sai de uma sensação de “o meu SEO não está bom” para uma lista organizada do tipo “corrigir X em tal grupo de URLs”com prazos e responsáveis.

O que é analisado em uma auditoria de SEO

A seguir você encontra as principais estruturas que geralmente compõem uma auditoria, já organizados de forma que um profissional consiga entender o que olhar e como começar.

1. Acessibilidade, rastreamento e indexação

O primeiro passo é garantir que o Google consiga rastrear e indexar as páginas que importam:

  • Verificar se o domínio e variações (www, sem www, http/https) estão configurados corretamente e redirecionam para uma versão canônica.​
  • Conferir o arquivo robots.txt para saber se não há bloqueios indevidos a diretórios, seções ou arquivos críticos.
  • Analisar o sitemap XML (ou sitemaps) para checar se existe, se está atualizado e se contém apenas URLs válidas (sem 404, 301 em excesso, noindex etc.).
  • Validar se páginas importantes não estão com meta robots “noindex”, canonical apontando para outra página de forma errada ou bloqueadas por regras de servidor.​

Utilize ferramentas nesta etapa, como o Google Search Console para relatórios de indexação, páginas, sitemaps, e o Screaming Frog, Sitebulb ou similares, para simular o rastreamento do robô do Google.

Se você está começando na jornada profissional, inicie rodando um crawl com o Screaming Frog, filtrar erros 4xx/5xx, verificar páginas “Blocked by robots.txt” e cruzar isso com o relatório de indexação do Search Console.​​

2. Problemas de rastreamento e status de URL

Aqui entram os erros clássicos que comprometem o desempenho do site. O objetivo é garantir que o caminho até o conteúdo seja direto, sem quebra, sem laços de redirecionamento e sem páginas soltas sem links internos relevantes.

  • URLs com erro 404 (página não encontrada) e 5xx (erros de servidor).​
  • Correntes de redirecionamento longas (por exemplo, 301 → 302 → 301) que prejudicam performance e diluem sinais.
  • Páginas órfãs (que estão no sitemap, mas não são linkadas internamente).

3. Performance, Core Web Vitals e segurança

Performance é um fator de ranqueamento e também de conversão: sites lentos geram abandono e menos vendas. Nesta etapa, você analisa:

  • Métricas de Core Web Vitals, como LCP (Largest Contentful Paint), INP (Interaction to Next Paint) e CLS (Cumulative Layout Shift).
  • Tamanho e compressão de imagens, scripts bloqueando renderização e recursos de terceiros que deixam o site pesado.​
  • Uso de cache, compressão (Gzip/Brotli), HTTP/2 ou HTTP/3, e se o servidor responde dentro de um tempo razoável.
  • Certificado SSL (HTTPS) e possíveis problemas de conteúdo misto (recursos carregados via http).

Ferramentas comuns: PageSpeed Insights, Lighthouse, relatórios de Core Web Vitals no Search Console. Para perfis júnior, a boa prática é: focar nas recomendações recorrentes (imagens grandes, JavaScript pesado, CSS não crítico) e registrar tudo em uma planilha para alinhamento com o time de desenvolvimento.

4. Mobile friendly e experiência do usuário

Hoje, a maior parte do tráfego vem de dispositivos móveis, então um site não adaptado a mobile perde relevância rapidamente. Combinar testes manuais (navegar no site em diferentes aparelhos) com ferramentas como o Mobile-Friendly Test ou relatórios de UX ajuda a ter uma visão mais completa.

Nesta análise, você observa:

  • Se o layout é responsivo e se elementos importantes (menus, botões ou links, formulários) são utilizáveis em telas menores.​
  • Tamanho de fonte, espaçamento entre elementos clicáveis e legibilidade do conteúdo.
  • Pop-ups intrusivos em mobile que atrapalham a navegação.​

5. Estrutura de conteúdo on-page (title, description, headings, imagens)

Nesta etapa, o foco é entender se cada página está bem otimizada para sua palavra-chave principal e se a estrutura facilita o entendimento do conteúdo pelo usuário e pelo Google.

  • Title tags: se existem, se não estão duplicadas, se têm tamanho adequado e incluem a palavra-chave principal e, quando faz sentido, a marca.
  • Meta descriptions: se existem, se são únicas, claras e convidativas ao clique (mesmo não sendo fator direto de ranqueamento, influenciam CTR).
  • Headings (H1, H2, H3…): se há apenas um H1 por página, se a hierarquia é lógica e se as headings ajudam a organizar o conteúdo.
  • Imagens: se têm texto alternativo (alt text) descritivo, se não estão pesadas e se não há excesso de imagens decorativas sem propósito.​​

Ferramentas como Screaming Frog permitem extrair títulos, descrições, headings e status de imagens, facilitando encontrar padrões de erro ou páginas que precisam de atenção.​

​

6. Qualidade de conteúdo, duplicidade e canibalização

Mesmo com o lado técnico em dia, o conteúdo pode estar segurando o crescimento orgânico:

  • Conteúdo duplicado ou muito parecido, seja dentro do próprio site, seja em outras propriedades suas (blog, landing pages, e-commerce etc.).
  • Conteúdos muito superficiais para a intenção de busca, que não respondem bem às dúvidas dos usuários.
  • Canibalização de palavras-chave, quando duas ou mais páginas competem pela mesma intenção e termo principal, dividindo sinais de ranqueamento.
  • Oportunidades de melhorar a estrutura de tópicos, incluir exemplos, FAQs e elementos que aumentem o valor percebido da página.

Ferramentas de crawl, aliadas a planilhas de mapeamento de palavras-chave, ajudam a enxergar grupos de URLs que atacam o mesmo tema, permitindo decisões como consolidar, redirecionar ou reposicionar cada página.

7. Arquitetura do site e linkagem interna

Aqui você avalia como as páginas se conectam e se a estrutura ajuda o Google a entender quais são as áreas mais importantes do site. Uma boa arquitetura facilita o rastreamento e distribui melhor a autoridade interna, o que é especialmente importante em sites grandes (e-commerces, portais, portfólios com muitas landing pages).

  • Profundidade de clique (quantos cliques a partir da home são necessários para chegar às principais páginas).​
  • Uso de categorias, subcategorias e breadcrumbs para organizar o conteúdo.
  • Estratégia de links internos, garantindo que páginas estratégicas recebam links de contexto e de navegação.
  • URLs limpas e descritivas, evitando parâmetros desnecessários e estruturas confusas.

8. Aspectos avançados: JavaScript, SEO internacional e tipos de site

Dependendo do projeto, a auditoria também pode incluir pontos mais avançados, como:

  • Renderização de páginas em sites que dependem muito de JavaScript, garantindo que o conteúdo seja visível para o Googlebot.
  • Configurações de SEO internacional (hreflang, versões em múltiplos idiomas ou países).
  • Estratégias de subdomínios vs. subdiretórios, quando o site tem áreas técnicas, blogs, lojas ou aplicativos separados.

Para profissionais, o mais importante é saber identificar quando esses temas existem em um projeto e registrar a necessidade de análise detalhada por alguém com mais experiência.

9. Ferramentas do Google e dados de desempenho

Nenhuma auditoria fica completa sem olhar como o site realmente está performando. Essa etapa ajuda a priorizar erros em páginas com alto tráfego ou grande potencial de conversão normalmente entram no topo da lista de ações.

  • Analisa no Google Search Console as principais consultas, páginas com mais cliques, impressões, CTR médio e queda de desempenho.
  • Observa no Google Analytics (ou outra ferramenta de analytics) métricas como sessões orgânicas, taxa de rejeição, páginas por sessão e conversões.
  • Cruza dados de comportamento (por exemplo, páginas com alta taxa de saída) com problemas técnicos e de conteúdo identificados nas outras etapas.

Como fazer uma auditoria de SEO na prática

Definir escopo e objetivos: qual domínio, subdomínio ou seção será auditada e quais indicadores importam mais (tráfego orgânico, leads, vendas, visibilidade de determinadas categorias).

Rodar um crawl inicial: usar Screaming Frog ou similar para rastrear o site, exportar as principais tabelas (status codes, titles, descriptions, headings, imagens, directives).​​

Verificar rastreamento e indexação: conferir robots.txt, sitemaps, páginas com noindex, canonical e erros 4xx/5xx.

Avaliar performance e mobile: rodar testes de PageSpeed/Core Web Vitals nas principais páginas e registrar os principais problemas técnicos.

Analisar on-page e conteúdo: mapear títulos, descrições, headings, duplicidade de conteúdo e possíveis canibalizações.

Revisar arquitetura e links internos: checar profundidade de clique, breadcrumbs, links internos para páginas estratégicas.

Cruzar com dados de Search Console e Analytics: entender onde os problemas mais graves se encontram em termos de tráfego e conversão.

Montar relatório e plano de ação: agrupar problemas por tipo, impacto e esforço de correção, e sugerir prioridades para desenvolvedores, time de conteúdo e liderança.

O que fazer depois?

Depois que o diagnóstico está pronto, começa a parte mais importante: implementar as melhorias.

Priorize primeiro problemas que impedem rastreamento/indexação ou prejudicam muito a experiência do usuário (erros 5xx, 4xx em páginas importantes, bloqueios indevidos, páginas extremamente lentas) e agrupe correções técnicas em “pacotes” de desenvolvimento (por exemplo, um sprint focado em performance, outro focado em correção de redirecionamentos).​

Por fim, planeje revisões de conteúdo (atualizar textos, consolidar páginas canibalizadas, criar conteúdos complementares para tópicos estratégicos) e implemente um monitoramento contínuo. Não trate a auditoria como algo pontual, mas repetir o processo periodicamente ou sempre que houver grandes mudanças no site.

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Liddi Jannke é especialista em SEO Técnico, pós graduada em Tech Lead. Atua como desenvolvedora SEO com foco em SEO desde 2018.

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